3° Dia – Acolhida aconchegante 

Vocês sabem como é se sentir na casa daquele familiar nosso acolhedor que reside no interior? Foi assim que aconteceu conosco. Seja no carinho de Dona Marilda preocupada em nos atender com a comida que gostaríamos de comer (é verdade, gente! O quiche de alho poró é ótimo!!! E o doce de leite e o doce de bergamota? E o queijo frescal? Sendo que este era o "Queijo da Gabriela" - este ela fez questão de nos dizer... E parabéns pelo delicioso queijo!). Seja nas conversas acompanhadas de chimarrão ou nos "causos" que Seu Gabriel adorava nos contar. A família está de parabéns, procurando produzir tudo de forma orgânica dentro de sua propriedade, apenas para consumo interno.

 

Curiosidade: Cerca de 80% do que é servido nas refeições é produzido na propriedade. A intenção deles é aumentar este percentual. Já estão preparando as plantações de café e feijão.  A propriedade apresenta uma vasta variedade de hortaliças em tons intensos, brilhosos, vivos. Eles receberam sementes de hortaliças da França e hoje plantam verduras como alfaces em formatos diferenciados, plantas ornamentais como o Copo de Leite, e muito mais.

 

A Acolhida e a família Rieg

 

Propriedade vista do alto da trilha do 2° dia

 

 

Tucano do Bico Verde

 

Beija-Flor: difícil de fotografar

 

A propriedade e suas magnitudes: "Temos 50 nascentes e dez cachoeiras nos 70 hectares de nosso sítio", conta o Seu Gabriel Rieg. 

 Estrutura do chalé atual: O chalé possui duas suítes, uma pequena sala com fogão à lenha e uma vista deslumbrante da varanda voltada para o vale do rio da Prata, com as encostas cobertas pela vegetação da Mata Atlântica.

Um pouco do projeto que a família Rieg faz parte: A Acolhida na Colônia, organização não-governamental de Santa Catarina, recebeu prêmio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento por promover o agroturismo como alternativa econômica para agricultores familiares que cultivam alimentos sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos, hormônios de crescimento ou antibióticos.

A inspiração: baseado em experiência francesa, que funciona há mais de 50 anos. As propriedades familiares foram adaptadas para receber hóspedes, seguindo um conjunto de normas semelhante ao adotado pela Accueil Paysan, entidade nascida na França que atua em 15 países e congrega os agricultores que aderiram ao agroturismo.

Impactos ao meio ambiente: considerando que o reflorestamento, a produção de fumo e a criação de gado leiteiro continuam predominando no cenário econômico regional. "Muita gente ainda não percebeu que o meio ambiente é um dos principais ativos regionais, pois aqui nascem 56 rios, que abastecem as cidades litorâneas de Santa Catarina. Mas o avanço dos reflorestamentos com eucalipto e pinus põe em risco esses mananciais e a mata nativa", adverte o arquiteto Gilmar Schmitz. Fonte: desafio.org.br

Projeto no combate à degradação: "Os agricultores filiados à Acolhida na Colônia têm de funcionar como guardiões ambientais e fazer de suas propriedades exemplos de que é possível tirar o sustento da terra sem agredir o meio ambiente." Fonte: desafio.org.br

 

Uma bela história de determinação

 

Seu Gabriel e Dona Marilda Rieg tinham a propriedade, mas não o dinheiro para construírem suas casas. Eles foram para São Paulo e ficaram anos por lá até retornarem com a possibilidade de erguê-las. "Quando trabalhava em São Paulo, não esqueci um dia daqui sequer", comenta Seu Gabriel. Anos depois, Dona Marilda começou a cozinhar para intrépidos aventureiros ecológicos, até descobrirem que eles poderiam mais. E antes mesmo do projeto Acolhida na Colônia, já estavam recebendo com carinho e amor pessoas apaixonadas pela Natureza. Ficamos orgulhosos ao saber que hoje 100% da renda provém do ecoturismo sustentável. Parabéns! 

 

 

Preparo do arroz :

O sabor do arroz é incomparável!!!

Garanto que nunca comeram nada igual.

 

 

 

 

O quiche de alho poró é sensacional!

 

Logo logo, estaremos de volta...

 

 

Vista da Varanda: onde são servidas as refeições

 

Se o almoço já foi caprichado nos dias anteriores, imagine no último dia: quiche de alho poró retirado da horta, folhas retiradas da horta também, macarrão caseiro suavemente no alho e óleo acompanhado por lascas do queijo da Gabriela, arroz socado, descascado e preparado horas antes e muito mais... 

 Não vemos a hora de voltar para rever os nossos novos amigos do Recanto das Cachoeiras, caminharmos por outras trilhas nas proximidades, pelo rio Maracujá, por uma travessia até a Serra Geral e entre outras aventuras ecológicas... Não vemos a hora de voltar para inaugurar o Chalé do Pôr-do-Sol, com uma vista excepcional por entre o abraço das montanhas e aconchego da Natureza. Saímos de lá com saudades.

 

Pousada Pasárgada

 

Visitamos a pousada do Fernando (Pasárgada: digamos que o nome se encaixou como uma luva) e que gracinha... Chalés de tijolinhos ou de madeira, com objetos rústicos de decoração e artesanato, jardins floridos, som dos rio a 50m de um dos chalés, saunas, além de uma recepção aconchegante do Fernando e sua família. Assim como a pousada de Dona Marilda e do Seu Gabriel, recomendamos. Como eles não tem telefone e funcionam apenas por indicação, gostaríamos de indicá-los a toda família que deseja alguns inspiradores momentos de descanso integrados à sábia Mãe Natureza. Para contatá-los, entrar no endereço www.acolhida.com.br, ligar para a Epagri e pedir para avisá-los.

Chalés aconchegantes, sauna & detalhes da pousada 

Agradecimentos especiais: Lúcia (Epagri), Seu Gabriel, Dona Marilda, Gabriela, Luís Carlos, Márcio, Silvia, Claudia, Martin, Dani, Pablo, Jana e Márcio Alexandre.  

Gostariam de caminhar conosco na próxima aventura em Florianópolis e arredores? Então, enviem e-mail para caminhandopelavida@gmail.com, cliquem aqui ou acessem www.qualidadedevida.vai.la